sábado, 26 de julho de 2008

Obra de arte

Esse texto que você lê vai se tornar uma obra de arte. No caso, irá virar um quadro.
Vou imprimir uma folha com estas palavras, com as letras no modo Times New Roman, em tamanho 14; comprarei uma moldura totalmente preta, de largura média, lisa, com as medidas de uma folha A4.
Para entender o quadro, basta se aproximar, e ler.
Esse quadro não é do tipo “de aviso”, mas uma pintura. O meu pincel é o cartucho de tinta preto da Hewlett Packard.

Caro leitor do Novelo Digital, se quiser, pode perder um pouco do seu tempo e fazer um quadro igual a este, pois já está pronto.

Obrigado por acreditar.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Palhaços

Os palhaços são a melhor representação da tristeza, e da nobreza humana. O público não ri, na verdade, da alegria do palhaço. O público ri da tristeza. Este é o segredo escondido por trás da maquiagem e do nariz vermelho.
Existe uma força irrefugável na interpretação do pagliaccio. O palhaço é a busca da maximização para levar ao riso. O enredo é triste, desastroso, e o resultado é o riso. O palhaço toma uma rasteira. O palhaço leva torta na cara. O palhaço é feito de bobo. E o resultado é o riso. O palhaço leva tudo de ruim nas costas e, no final, ainda sorri. No meio do espetáculo, ele ri. No final, ele sorri. O riso e o sorriso da nobreza.

Fecham-se as cortinas, e a pessoa por trás da maquiagem se torna triste, inexoravelmente. Porque ela, na verdade, não é um palhaço. O palhaço é só uma interpretação. Ela é triste porque sabe que nunca será um palhaço.

A essência da beleza da alma é apenas encenada.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Espaço em branco

Amigo, use os meios que você tem. E honre suas meias, também. Esse post não quer ser mirabolante em nada. Esse post apenas quer fazer com que você se lembre de alguns famigerados políticos brasileiros desonestos. Esses profanadores da nossa população, e que destróem a ciência que se chama Direito.
Amigo, se você gosta de escrever, escreva sobre isso. Se sabe se expressar de outra maneira, faça-a também. Expresse-se sobre a verdadeira cidadania. Mostre o que é ser um verdadeiro cidadão aos seus filhos, e a todos.
(esse espaço vazio abaixo representa o meu desgosto, e diz da melhor maneira tudo o que quero dizer - luto)























Sem mais.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Toda água

Toda água

Toda água boa se vai
Faz as curvas dum rio
E depois se desfaz

A água boa leva e traz
Leva o ruim, e o bem traz
Vai pro céu quando desfaz

Toda água boa se vai
Mas o rio sempre fica
Na vida de quem amais

quarta-feira, 25 de junho de 2008

É um post

Há um bom tempo não escrevo aqui. Pelo menos, aparentemente. Pois a ausência também é “matéria”. No lugar do ausente, fica a sombra. E quem conhece o ausente, também conhece a sombra.
Quem já leu algumas coisas que escrevi cria o seu próprio post para o blog. É o que eu mais quero. Se o blog tomou alguma relevância para algumas pessoas, elas mesmas criam os seus “posts” para o Novelo. Que seja um texto, uma linha, ou uma palavra.
É um post.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Pense, mas não ache a resposta

Se você acha que é racional, e seu cachorro não é, pode começar a reavaliar os seus conceitos. Pois o homem, em seus primórdios, baseou-se nos animais para poder se desenvolver. Como você acha que foram descobertos os alimentos? Observando os animais. Como você acha que eram feitos os abrigos? Observando os animais. Eu não sou historiador, mas imagino que eu não esteja muito errado. Seria possível alcançar esses passos sem os animais? Seria impossível. Solte um cachorro no mato, e ele saberá “se virar” durante sua vida toda. Vá você para lá, e tente se virar também (somos todos animais terráqueos, não somos?), durante toda a sua vida. Se tiver sorte você acabará, pelo menos, como um Mogli (“Moglis” existem, comprovadamente). Você não será mais você. Você será aliciado por “irracionais” que não têm nem a linguagem humana, e se tornará um deles.
Quem é o dono da definição “racionalidade/irracionalidade”?
Nunca ache que você é racional ou irracional.
Pense, mas não ache a resposta.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

A Sorte e o Azar

Sabemos que a sorte não existe. E nem o azar. Definir se ocorreu sorte, ou azar, são apenas modos para darmos uma espécie de satisfação mental a nós mesmos. E mais um sinal de que aquela mentalidade antiga, sobre a existência de “deuses” do bem e do mal, ainda existe. Invocar a sorte, ou maldizer o azar é falar do sobrenatural. É claro que nem percebemos, mas nós estamos nos referindo ao “deus do azar” a cada vez que algo dá errado, ou ao “deus da sorte” ou, melhor dizendo, ao “deus da boa sorte” a cada vez que ocorre um resultado satisfatório.
E, o Deus da Sorte e o Deus do Azar vivem uma relação intensa. Muitas vezes o Deus da Sorte empurra seus “fiéis” ao Deus do Azar, e o Deus do Azar muitas vezes empurra seus “fiéis” ao Deus da Sorte. Ou um rouba os fiéis do outro.

O meu próximo passo é falar sobre o Deus Midiático, e o Deus Ostracismo.

Agora, me insiram no Panteão dos escritores de mitologia.

Até!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Os olhos de Dalí

Baseado no livro “Eram os deuses astronautas?”, de Erich Von Däniken, relato a vocês alguns fatores que deveriam nos levar a pensar seriamente sobre fatos do passado humano.
O calendário dos Maias era excepcionalmente preciso quanto a datação. Eles construíram inclusive pirâmides inteiras com um certo número de degraus, correspondente ao calendário. E, não se sabe como, mas eles tinham avançado conhecimento de astronomia. Desenhos de aparelhos avançados foram achados, e não há explicação convincente para eles. Sobre as pirâmides do Egito, considera-se que não pode ser imitada mesmo usando-se as técnicas mais avançadas da engenharia atual. Milhares de blocos de pedra foram extraídos de forma precisa e lapidados, e, pesando toneladas, foram adaptados sobre um plano-base, e montados com precisão incrível. A pirâmide divide continentes em partes iguais e a altura da pirâmide de Quéops, multiplicada por 1 bilhão, resulta em aproximadamente a distância da Terra ao Sol.
O que extraí do livro é apenas um aperitivo... há, ainda, “coisas piores”.

Seria obra de humanos? Ou, seria de e.t’s?

Salvador Dalí, aí em cima, olha com olhos impressionados e desconfiados...

domingo, 4 de maio de 2008

Legião Urbana e o cinema mudo

Novos estilos e ritmos da música nunca se baseiam (ou nunca deveriam se basear) por si só, mas sim por conceitos e letras que dêem subsídios para a criação desses ritmos. O punk, por exemplo, nasceu da idéia da anarquia, e o ritmo musical agressivo aparece para dar suporte a essa idéia. O rock têm suas variações de melodia, mas a base do rock está, também, no conceito de liberdade plena (muitas vezes, com exagero também, parecendo a anarquia). Por isso, percebo que, grupos musicais que se formam primeiramente através da escolha do ritmo, para depois construir solidamente o conceito e as letras, geralmente têm uma grande dificuldade para consolidar sua música. Encontrar uma boa compatibilidade entre ritmo e letra acaba se tornando uma tarefa muito difícil; cai-se muitas vezes na superficialidade, ou, melhor dizendo, na falta de “pureza” de congruência, pois o ritmo é que dita a letra, e não mais a letra que dita o ritmo.
É por isso que, por exemplo, a banda Legião Urbana apresenta, acima de tudo, originalidade. O conceito da banda nasce primeiro, para moldar o ritmo depois. E esse ritmo sempre sofre as variações necessárias a cada música. Nada se engessa. "Faroeste Caboclo" é, para mim, o melhor exemplo: a saga de João do Santo Cristo é acompanhada pelo ritmo agressivo nos momentos de tensão da história, e o ritmo se torna suave nos momentos “românticos”, ou “leves”. A música é usada como no cinema mudo. E a platéia da Legião sempre fica muda para se lembrar da letra de “Faroeste Caboclo".

Um grande abraço.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Faça um provérbio

“Criar provérbios é fácil”. Pronto, criei um provérbio. Acho que, para se criar um bom provérbio, não se precisa de muito. Apenas precisa-se de uma sensibilidade afinada, para que se possa traduzir uma idéia, momento, ou situação, em palavras. E, também, precisa-se de um bom tino para o uso de aspas...
Estou até falando demais sobre provérbios. Pois, “provérbio não se discute".

segunda-feira, 21 de abril de 2008

O lado esquerdo do zero

10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2... já! Assim começa uma prova de atletas, ou brincadeira de crianças, ou seja o que for. Porque muitas vezes começa assim, e não como uma seqüência crescente de segundos (como mostra o relógio)? Porquê o tempo individual regride para você. Ele não se estende. Se se estendesse, você viveria sempre mais, e não menos. Portanto, não seria correto que nossa idade fosse avaliada em contagem regressiva, e não como contagem contínua? – 1 ano, - 2 anos, - 3 anos... Um senhor, já bem idoso, não teria vivido seus 100 anos, mas seus – 100 anos! O saldo negativo indica a regressão. Se sai de um “ápice”, que é o nascimento, e se encaminha para a morte.
Você, leitor, não ganhou seus “30 anos” no aniversário. Você os perdeu!
Comemore os – 30!

A nossa vida corre pelo “lado esquerdo” do zero, e não pelo “lado direito”.


Um abraço!

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Eu te amo todos os dias

Eu te amo todos os dias

Eu te ligo todos os dias
Mesmo eu sabendo a verdade
Seu telefone não existe mais

Eu te ouço todos os dias
Mesmo eu sabendo a verdade
A sua voz não ecoa mais

Eu te vejo todos os dias
Mesmo eu sabendo a verdade
Eu só tenho as suas fotos

Eu te amo todos os dias
Mesmo eu sabendo a verdade
Você não me ama mais.

sábado, 12 de abril de 2008

O Mundo Paralelo

Se temos dúvidas quanto a existência do mundo paralelo, acho que já podemos saná-las. A não ser que a vida vista através dos nossos olhos seja apenas uma ilusão. O mundo paralelo é aquele “pedaço” de mundo, semelhante, que te espera. Existe aquela porção de água que você irá ingerir. Existe o espaço físico prévio que te possibilita a locomoção. Para que você possa viver, deve existir essa reversibilidade física. Deve existir matéria e espaço, prévios, para que você possa fazer essa troca constante de matéria e de espaços.
O seu mundo paralelo é aquele, semelhante ao seu “atual”, que existe e te espera, para ser usado por você. Este segundo mundo é semelhante, não igual, ao seu. Ele têm os mesmos componentes, mas é disforme(é como a junção das faces "cara" e "coroa" da moeda. Elas têm configurações diferentes e são inversas, mas uma só existe devido a outra, pois contém os mesmos elementos formativos - trecho acrescentado no dia 21/04/08).
Deve existir o dobro, sempre, de tudo o que é essencial à vida, senão, esta não vai existir. Mundo dobrado e semelhante. Mundo paralelo.


Abraços!

quarta-feira, 9 de abril de 2008




Olá,

A Ana Savini, do blog Le Hipopotame (http://lehipopotame.blogspot.com), me indicou o selo - É um blog muito bom, sim senhora! -. Muito obrigado pela indicação, Ana! Depois indicarei os outros blogs!

Abraços!

sábado, 5 de abril de 2008

Mutável e volátil

A mutabilidade é o que determina a produção humana de hoje. A arqueologia do futuro não poderá obter muita informação desse nosso estado atual. Todo o material é altamente “volátil”. É mais fácil descobrir, hoje, o que aconteceu há milhares de anos atrás, do que será descobrir, daqui a só 2.000 anos, o que aconteceu hoje.
Todo o material humano atual é mutável, e também rapidamente destruído, para dar lugar a outro. O material de antigamente, não. Cidades em pedra, registros em placas, objetos manuais... tudo era consistente, visando uma longa vida útil, pois a evolução ocorria em pequenos passos. Um par de chinelos de couro durava “uma vida toda”. Uma casa de pedras durava séculos, ou milênios. Um par de chinelos, hoje, não dura mais do que dois anos. Uma casa de alvenaria mal dura cem anos.
De você, para sua futura geração, ficarão, talvez, algumas fotos. O registro do seu labor será sempre mutável e, portanto, com certeza esquecido, nesse grande emaranhado mundano (que é, como eu disse, altamente volátil, não permitindo registros materiais consistentes – isso dificulta, e muito, o reconhecimento do que foi feito).
Talvez, fiquem alguns parcos registros em palavras (logicamente) na memória de algum hd. Mas, por via das dúvidas, vou escrever numa placa de argila, e enterrar embaixo da terra:

NOVELO DIGITAL
"no.ve.lo: bola feita de fio enrolado"
(Fernando Assad – blog criado em dezembro de 2007)

domingo, 30 de março de 2008

Bonecos de areia

Como posso dizer que a morte é o que te possibilita respirar? Posso, de uma maneira só. A morte não é o “último suspiro” (e claro que não é mesmo, pois quem “suspira” – que, pelo meu entender, suspirar por algo é romantismo - por algum motivo em seus últimos momentos de vida?), e também não é somente quando o cérebro pára de funcionar. A morte é morte enquanto houver vida. Mas, como entender que a morte está presente quando sentimos a luz em nossos olhos, ou quando estamos no ápice da juventude (quando consideramos que estamos livres de qualquer patologia comprometedora?). A morte se dá porque tudo em nós (nosso corpo) é feito por ciclos, e tudo já vira pó ao final de cada um desses ciclos. Somos como bonecos de areia andantes, que deixam seus rastros de pó por onde passam. Então, porque falar que se têm medo da morte? Ela se encontra tanto no vigor físico do atleta ou de qualquer outro trabalhador, tanto como se encontra no moribundo.
Por favor, arrumem o dicionário (o Aurélio e, com certeza, tantos outros), que diz: “morte: cessação da vida; termo fim; destruição, ruína; pesar profundo”.
O conceito de se “morrer por alguma coisa”, ou alguém, está, em parte, errado. Quem morre por algo não é somente aquele que “se joga na frente da bala”. Quem morre por uma causa é aquele que dedica a sua vida a ela.

quarta-feira, 26 de março de 2008

É demais, pra mim

É demais, pra mim

É demais, pra mim
Que seu semblante não ilumine
Semblantes não iluminam
Mas é demais, pra mim

É demais, pra mim
Que seus pés não deixem marcas
Pés quase não deixam rastros
Mas é demais, pra mim

É demais, pra mim
Que suas mãos não flutuem mais
Mãos não flutuam
Mas é demais, pra mim

É demais, pra mim
Acreditar que digo essas coisas de você
Essas coisas não existem
Pois é demais,
Pra mim.

(Fernando Assad)