quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Contra adição política

Não vou me ater, aqui, aos fatos passados que formularam as especificidades do cenário político atual. Nem vou precisar consultar os livros de história. Toda importância, agora, é isenta. Só é necessário um enquadramento “nu e cru” das organizações políticas do Brasil, e do resto do mundo (afinal, pra mim, são todas parecidas). Afinal, porque os cargos ocupados pelos políticos não são consignados por concurso público? Afinal, esse presidente que está aí. teria condições de passar num concurso para ocupar esse tipo de cargo? Afinal... Alguém me dê um motivo, plausível, por favor. Alguém irá me dizer... “mas, olha, está escrito na Constituição da República Federativa do Brasil que o povo tem liberdade de escolher os seus representantes através do voto...”. Por acaso a Constituição é perfeita? O livreto da Constituição tem mais falhas e buracos do que uma esponja de lavar carros. Há muito ainda a ser melhorado.
Para se ocupar qualquer cargo público, é necessário que o canditato tenha os mínimos requisitos. E, qual o meio mais eficiente pra isso? Dar tchauzinho na televisão, carregando uma criança, com os bolsos estufados de dinheiro que vem de nós, contribuintes? Ou através de um concurso público?

sábado, 10 de janeiro de 2009

Bandeira Mundial (World Flag)


Antes de sermos nativos de algum país, somos nativos do planeta Terra. Países são só traçados de linhas imaginárias que nos fragmentam. Vide a guerra Israel x Palestina. Para que nos lembremos disso, proponho que espalhemos essa bandeira. Uma bandeira que nos une. Uma bandeira mundial. Uma bandeira humana. Uma bandeira que, a cada vez que um nativo denegrisse outro de qualquer forma, olhasse para essa bandeira hasteada na “porta da casa” da vítima, e lembrasse que ele está agredindo, também, a si mesmo. Uma bandeira que mostra que o Pólo Norte e o Pólo Sul são a mesma coisa.
Essa bandeira é simples. Qualquer um pode fazer. Apenas um grande círculo centralizado sobre o fundo branco. Esse círculo representa nosso planeta.
Ah! Se cada um de nós hasteássemos uma dessa na porta de nossas casas...
(Observação: essa bandeira não é uma espécie de imitação da bandeira da ONU. Mas sabemos muito bem que a bandeira da ONU não é isenta. A bandeira da ONU nunca foi nem estimulada para ser a nossa 1ª bandeira (e depois viria a de nosso país), e isso já demonstra tudo que há. Em meu pensamento, a bandeira mundial deve vir em 1º lugar. Essa bandeira não representa organização, e não representa nada concreto. É totalmente isenta de qualquer coisa. Só representa todas as nossas almas).
Amigo, se você puder espalhar... você já tem sua conclusão sobre o que eu falei.

Uma Bandeira Mundial. World Flag.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Espelho, espelho meu

O homem tem como referencial as pessoas que o rodeiam. Desde pequeno é, instintivamente, “forçado” a copiar o que os outros fazem, logicamente, por vantagens biológicas advindas. Se o modelo deu certo lá, cá, dará também. Mas, se de um lado existe essa vantagem, do outro, existe um conflito que pode gerar maus resultados. Ao copiarmos modelos que julgamos os melhores para nós, os fazemos entrar em conflito com o modelo que é inerente ao DNA de cada um. O desenvolvimento, com o passar do tempo, muitas vezes é um desenho disforme. Acaba-se criando uma personalidade híbrida, e muitas vezes falsa; esse hibridismo não permite o desenvolvimento das aptidões e características originais. Junta-se metade do sol com metade da lua. E é “nessa” que grande parte da maldade e burrice mundana aparece. E poucos acabam sabendo criar o seu próprio caminho; um caminho totalmente inovador e original, por que é exclusivo. É o doido do Hannibal Lecter que mata suas vítimas escutando música clássica, e tomando vinho francês de primeira qualidade. E a gente rindo, por que o filme é de “mentirinha” mesmo... e, comendo pipoca.
Cabe a cada um de nós saber se olhar no espelho igual gente, e não fazer como o passarinho que se olha no espelho e vê um pássaro parecido, ou, um outro pássaro.
E o resto do pensamento você termina.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O NADA

O que eu, reles mortal, posso dizer sobre a absolvição dos assassinos Joseph Lepore e Jan Paladino, que ceifaram 154 vidas no avião da Gol, entre eles meu primo Átila? O que posso dizer sobre o "juíz" Murilo Mendes, que realizou essa proeza?

Me digam, o que eu direi?

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A Senhora Recessão chegou. Seja bem-vinda!

Não fique triste com as notícias sobre essa recessão pela qual o mundo está passando. Comemore! A não ser que você seja profundamente afetado por ela. Pois a recessão nos apresentou duas funções primordiais: frear, com alguma intensidade, a produção e o consumo, e nos conscientizar sobre o estado atual da humanidade. Os especialistas nos mostram o estado caótico em que estará a Terra daqui a uns 30, 40 anos. Tudo isso causado pelo consumo totalmente mal planejado, que só destrói, e fomenta a desigualdade. Não conheço evolução nenhuma em países que dizem que têm tecnologias de ponta, mas não sabem nem o básico, que é a preservação ambiental, e muito menos são capazes de devolver à natureza o que é dela.
Se você têm, ou pensa em ter filhos, comemore mais ainda. Mais uns anos de vida à nossa pobre terrinha foram dados. A destruição diminuiu, pelo menos, um pouco.
Que eu saiba, o único modo capaz de segurar essa avalanche destrutiva é a atuação da recessão. Você conhece algum outro fenômeno, em escala global, que consiga diminuir o consumo e, consequentemente, a destruição? Eu não conheço.
O futuro agradece.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

As duas almas

De modo geral, todas as formas de apresentação e representação da vida contém a “feiúra” em suas entranhas. Por trás das paredes de um teatro existe um emaranhado disforme formado por camarins, madeira, eletricidade, eletrônicos, e etc.; por dentro do arcabouço de um carro, existe o motor; dentro do nosso corpo existem os órgãos; e por dentro de nossa “alma” (ou consciência humana, como preferirem), o que existe? Algo feio?
Será que temos duas almas, uma interna e outra externa?
A nossa alma é o que nos torna humanos. É ela que nos permite a expressão. Você, leitor, deve estar pensando então que, para que nossa “alma” externa seja boa, a nossa alma interna deve ser má. Na realidade, a alma interna não é má, mas ela contém uma “maldade” inata porque ela é geradora dos nossos instintos de sobrevivência (instinto esse que quer nos pôr a frente de tudo e de todos). Mas a “alma interna” é inteligente, não é como o motor de um carro, que apenas gera e movimenta a periferia; ela é geradora, processadora e têm capacidade de evolução. Ela gera os instintos, mas os processa e transforma de acordo com a sua própria subordinação. Ela é professora e aluna de si mesma; prova que existe porquê tento explicar a mim mesmo o inexplicável, mas acabo entendendo.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Aos meus amigos colonizadores

Posso provar que nenhum ser humano é natural deste planeta. Nem eu, nem você, nem ninguém somos naturais da Terra, pois o desenvolvimento humano para a sua subsistência depreda a sua própria fonte. Caímos de pára-quedas aqui. Não conheço nenhum outro tipo de bioma onde os seus seres nativos consomem a fonte geradora, de forma irreversível, para poderem viver. É totalmente antinatural. Os homens vivem em contagem regressiva. Não fossem os humanos, a Terra seria praticamente igual desde o seu início. Somos extraterrestres colonizadores. Somos os estranhos no ninho.
Mas, também, não consigo imaginar um planeta onde poderíamos viver sem esses problemas.

Somos todos super-homens que vivem com uma pedra de kryptonita no bolso...

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Vôo 1907 - Flight 1907 (continuação)

Pedir por justiça é demais? Ocorreu um verdadeiro massacre às pessoas a bordo do vôo 1907 da gol, mas o governo brasileiro abaixa sua cabeça aos norte-americanos. Os norte-americanos vão aonde querem, fazem o que querem, e fica tudo por isso mesmo. Aparecem em nosso território, causam um desastre, e os culpados continuam levando uma vida normal, como se nada tivesse acontecido; e tudo isso com a conivência e a ajuda desse "governo" brasileiro e do "presidente" do nosso país. O "governo" e o "presidente" Luiz Inácio não fazem questão nenhuma em defender o seu próprio povo. Joseph Lepore e Jan Paul Paladino levam vida normal. Imagine então se pilotos brasileiros fizessem o mesmo nos Estados Unidos...
Não acredito mais em justiça nesse país. Há dois anos ocorreu o acidente e a situação continua da mesma maneira. O "presidente" não faz questão nenhuma sobre esse assunto. Nem o governo. São mantidos pelo povo e viram as costas para o povo. Cadê os representantes do país? Onde está o presidente? Cadê os esclarecimentos? Cadê a vergonha na cara? Vocês acham que o povo brasileiro é feito de palhaços?

Vôo 1907

Hoje, completa-se dois anos da tragédia do vôo 1907 da Gol. Meu primo não voltará. A dor é de quem tem.

Esperamos por justiça.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Excelentíssimo Senhor Álcool

Toda substância comum causa alguns efeitos generalizados. A bebida alcoólica é muito comum, e causa efeitos em massa. E esse efeito é totalmente devastador para o homem. Uma garrafa com álcool não fala e nem pede nada; ela é silenciosa. Mas ela é muitíssimo sorrateira pois, ficando “na dela”, se infiltra em todas as esferas sociais, e as altera severamente.
Se o álcool fosse um ítem no prato da comida brasileira, seria como o arroz.
O álcool é o entorpecente das multidões; ele causa desvios e alterações mentais em grande parte da população, sendo que estas alterações mentais se encaixariam para ser tratadas em sanatório (obs.: não estou defendendo o modelo dos extintos sanatórios – mas foi a melhor maneira que encontrei para me expressar).
O incrível é que o mundo trata a bebida alcoólica como se fosse algo imprescindível.
Pense um pouco mais sobre os distúrbios sociais.
Imagine um mundo sem bebidas alcoólicas. Faça um pequeno esforço, e veja a diferença.
Mas, se uma garrafa de álcool for como um filho para você, nem precisa imaginar. Você merece os efeitos que ela causa.

domingo, 21 de setembro de 2008

Sobre Paraolimpíadas e Olimpíadas

A cobertura e a dedicação da nação brasileira sobre as Paraolimpíadas, mostra a grande defasagem mental que ainda temos. Toda aquela horda de informações e dedicação dadas às Olimpíadas são um grande erro (se compararmos com a pífia cobertura dada às Paraolimpíadas). Pois as Paraolimpíadas mostram o que é a verdadeira superação, e o verdadeiro valor da competição. Nas Olimpíadas, os competidores dependem apenas de sua própria dedicação; e eles precisam vencer o oponente. Nas Paraolimpíadas, os competidores vencem as suas próprias dificuldades, e as barreiras impostas pela sociedade; e, em um plano muito desimportante, procuram vencer o oponente; esses competidores, sim, é que mereciam toda aquela atenção dada às Olimpíadas.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A reta e a curva

Acredito que não exista matéria curva. Apenas adequações de retas. A luz (luz é matéria), por exemplo, não faz traçado curvo. Mas ganha “contorno” através de reflexos e choques com outras partículas. A curva é antinatural, é não-funcional; não entra e nem sai. A reta flui e funciona. A curva só “se mexe” se for alterada para ser uma reta, e depois voltar a ser uma curva novamente.
Ninguém anda “de lado”. O carro não anda com o volante virado, mas anda em reta. O carro anda em reta, faz a curva e volta a andar em reta. A curva é o intervalo. A reta é a continuidade. Toda curva sempre é a declinação; pois ela é o caminho do retorno.

A curva, num gráfico, é a ascensão e o declínio. A reta, num gráfico, é a total progressão. É impossível que haja uma reta em gráfico que represente o declínio.
A luz, quanto mais for refletida, vai perdendo força até, uma hora, desaparecer.

Pena que o nosso planeta, e o nosso universo, são deformados... tudo é praticamente feito de curvas.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A história policial

A história policial é o tipo de história “mais completa”. A narrativa policial é a única capaz de juntar, de modo conveniente, drama, suspense, romance, aventura, terror e ficção. Existe uma maleabilidade incomparável neste nicho. Uma história de terror pode ser desestabilizada apenas pela junção desta ao drama, ou a ficção pode “desmontar” se for fortemente pautada pelo terror. Claro que há exceções, como as histórias de H. P. Lovecraft, que consegue unir o terror, de modo conveniente, à ficção.

A história policial é totalmente “Outlaw”. Sem lei.

sábado, 23 de agosto de 2008

Athos Bulcão

Athos Bulcão é um artista dos contrastes. Das formas geométricas. Das cores definidas. Da união dos desunidos. Da descoberta da verdadeira beleza.
Une os quadrados aos semi-círculos, lhes retira as suas proposições e proporções anti-naturais, e mantém a identidade de cada figura com cores fortemente definidas. Cria uma naturalidade entre as peças, porque elas são contíguas. Elas “se continuam”, e saem andando por aí... E essa naturalidade acaba sendo acentuada, e muito, pela “repetição” das bases que formam a obra. O que é comum, é natural. Imagine um painel com a concepção de Athos; provavelmente, este não fará muito sentido. Agora, veja um painel de Athos; aí sim, a arte fará sentido.
As cores milimetricamente definidas de cada forma geométrica lhes dá o devido destaque e importância na composição da obra. E faz com que a obra “tome” o espaço em que se encontra. Quando não há o contraste de cores da tinta pré-fabricada, aparece o relevo. O relevo também “toma” o espaço em que se encontra. A parede externa do Teatro Nacional é um exemplo. O próprio ambiente faz o jogo de sombras e cria a arte. Cria uma “arte momentânea”, de acordo com a posição do sol.


Porque na sombra não existem unidos e nem desunidos.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

O redemoinho

O redemoinho

Perdem-se casas
Rabecas
Livros
E bicicletas

Num redemoinho infinito
De cores finitas
Num passo triste
Tudo se vai.

domingo, 17 de agosto de 2008

Wassily Kandinsky

(para recapitular alguns posts antigos, vou republicar alguns, começando por "Wassily Kandinsky")




Wassily Kandinsky (1866 – 1944), pintor moscovita, foi um dos primeiros precursores da arte abstrata. Kandinsky propôs e viabilizou uma remodelagem da concepção da arte que é baseada no manuseio e representação de algum elemento “fixo” e real.
Ao contrário de muitos artistas que criam a abstração (ou Impressionismo?) a partir de “rajadas” oriundas do seu sentimentalismo, gerando quadros através de pinceladas fortes e/ou com cores vibrantes, pinceladas sem vigor e/ou com cores frias (as vezes flertando com toques do Minimalismo), e muitas vezes sem alguma evolução e delimitação, Kandinsky mostra que essa arte também pode vir da mistura da experiência unida à ciência. Para compor seus quadros, estudou o significado dos símbolos geométricos, o significado das cores e juntou a isso os seus sentimentos. Seus quadros têm uma estruturação de composição e/ou decomposição. Não são apenas a “materialização” do sentimento através da pintura, e também não apenas uma tentativa de extensão da expressão mental. É isso tudo convertido juntamente à logística da evolução e somatório de figuras. Faça a somatória das cores, dos elementos figurativos e dos elementos geométricos, que, assim, obterá seu resultado. Ou, seus resultados.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Vôo 1907 - A injustiça venceu

Com total indignação remeto a vocês os resultados desastrosos do “trabalho” ministrado pelas leis brasileiras e norte-americanas, sobre o acidente do vôo 1907 da Gol.
Sou primo de Átila Antônio Assad Rezende, passageiro do avião da Gol. Ele tinha um futuro brilhante pela frente. Cursava Medicina na Universidade Federal do Amazonas. Com muito esforço e anos de dedicação, conseguiu passar no vestibular da UFAM. Era uma pessoa correta, amorosa e dedicada. Tinha um senso de humor inigualável. Tinha total simplicidade no coração e milhares de amigos. Átila Assad Rezende, 24 anos, teve curta passagem por esse mundo, e se foi, levando pedaços de todos de sua família. Tudo principalmente por causa de imprudência, negligência e imperícia desses dois “pilotos” norte-americanos: Joseph Lepore e Jan Paladino.
Nem a justiça brasileira, e nem a norte-americana, puniram os culpados por essa tragédia. Não ocorreu absolutamente NADA com eles. Esses “pilotos” hoje trabalham normalmente, como se nada demais tivesse ocorrido. Repito: esses “pilotos” hoje trabalham normalmente, como se nada demais tivesse ocorrido.
Eu e minha família não temos nem o que fazer. Não acreditamos em justiça nenhuma. Um avião foi abatido em pleno ar. Famílias são destruídas, e não temos a quem recorrer. O que é o “governo brasileiro”? O que é o “governo norte-americano”? Para mim, é igual a NADA.
O “governo” brasileiro se submete a tudo em relação aos norte-americanos. O “presidente” Lula, por receio a Bush, liberou os pilotos para voltarem aos Estados Unidos.
Enfim, o resultado de tudo isso é aceitar tudo.

A injustiça venceu.