Toda substância comum causa alguns efeitos generalizados. A bebida alcoólica é muito comum, e causa efeitos em massa. E esse efeito é totalmente devastador para o homem. Uma garrafa com álcool não fala e nem pede nada; ela é silenciosa. Mas ela é muitíssimo sorrateira pois, ficando “na dela”, se infiltra em todas as esferas sociais, e as altera severamente.
Se o álcool fosse um ítem no prato da comida brasileira, seria como o arroz.
O álcool é o entorpecente das multidões; ele causa desvios e alterações mentais em grande parte da população, sendo que estas alterações mentais se encaixariam para ser tratadas em sanatório (obs.: não estou defendendo o modelo dos extintos sanatórios – mas foi a melhor maneira que encontrei para me expressar).
O incrível é que o mundo trata a bebida alcoólica como se fosse algo imprescindível.
Pense um pouco mais sobre os distúrbios sociais.
Imagine um mundo sem bebidas alcoólicas. Faça um pequeno esforço, e veja a diferença.
Mas, se uma garrafa de álcool for como um filho para você, nem precisa imaginar. Você merece os efeitos que ela causa.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Excelentíssimo Senhor Álcool
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domingo, 21 de setembro de 2008
Sobre Paraolimpíadas e Olimpíadas
A cobertura e a dedicação da nação brasileira sobre as Paraolimpíadas, mostra a grande defasagem mental que ainda temos. Toda aquela horda de informações e dedicação dadas às Olimpíadas são um grande erro (se compararmos com a pífia cobertura dada às Paraolimpíadas). Pois as Paraolimpíadas mostram o que é a verdadeira superação, e o verdadeiro valor da competição. Nas Olimpíadas, os competidores dependem apenas de sua própria dedicação; e eles precisam vencer o oponente. Nas Paraolimpíadas, os competidores vencem as suas próprias dificuldades, e as barreiras impostas pela sociedade; e, em um plano muito desimportante, procuram vencer o oponente; esses competidores, sim, é que mereciam toda aquela atenção dada às Olimpíadas.
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quinta-feira, 4 de setembro de 2008
A reta e a curva
Acredito que não exista matéria curva. Apenas adequações de retas. A luz (luz é matéria), por exemplo, não faz traçado curvo. Mas ganha “contorno” através de reflexos e choques com outras partículas. A curva é antinatural, é não-funcional; não entra e nem sai. A reta flui e funciona. A curva só “se mexe” se for alterada para ser uma reta, e depois voltar a ser uma curva novamente.
Ninguém anda “de lado”. O carro não anda com o volante virado, mas anda em reta. O carro anda em reta, faz a curva e volta a andar em reta. A curva é o intervalo. A reta é a continuidade. Toda curva sempre é a declinação; pois ela é o caminho do retorno.
A curva, num gráfico, é a ascensão e o declínio. A reta, num gráfico, é a total progressão. É impossível que haja uma reta em gráfico que represente o declínio.
A luz, quanto mais for refletida, vai perdendo força até, uma hora, desaparecer.
Pena que o nosso planeta, e o nosso universo, são deformados... tudo é praticamente feito de curvas.
Postado por Fernando Assad às 16:01 2 comentários
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
A história policial
A história policial é o tipo de história “mais completa”. A narrativa policial é a única capaz de juntar, de modo conveniente, drama, suspense, romance, aventura, terror e ficção. Existe uma maleabilidade incomparável neste nicho. Uma história de terror pode ser desestabilizada apenas pela junção desta ao drama, ou a ficção pode “desmontar” se for fortemente pautada pelo terror. Claro que há exceções, como as histórias de H. P. Lovecraft, que consegue unir o terror, de modo conveniente, à ficção.
A história policial é totalmente “Outlaw”. Sem lei.
Postado por Fernando Assad às 16:30 0 comentários
sábado, 23 de agosto de 2008
Athos Bulcão
Athos Bulcão é um artista dos contrastes. Das formas geométricas. Das cores definidas. Da união dos desunidos. Da descoberta da verdadeira beleza.
Une os quadrados aos semi-círculos, lhes retira as suas proposições e proporções anti-naturais, e mantém a identidade de cada figura com cores fortemente definidas. Cria uma naturalidade entre as peças, porque elas são contíguas. Elas “se continuam”, e saem andando por aí... E essa naturalidade acaba sendo acentuada, e muito, pela “repetição” das bases que formam a obra. O que é comum, é natural. Imagine um painel com a concepção de Athos; provavelmente, este não fará muito sentido. Agora, veja um painel de Athos; aí sim, a arte fará sentido.
As cores milimetricamente definidas de cada forma geométrica lhes dá o devido destaque e importância na composição da obra. E faz com que a obra “tome” o espaço em que se encontra. Quando não há o contraste de cores da tinta pré-fabricada, aparece o relevo. O relevo também “toma” o espaço em que se encontra. A parede externa do Teatro Nacional é um exemplo. O próprio ambiente faz o jogo de sombras e cria a arte. Cria uma “arte momentânea”, de acordo com a posição do sol.
Porque na sombra não existem unidos e nem desunidos.
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terça-feira, 19 de agosto de 2008
O redemoinho
O redemoinho
Perdem-se casas
Rabecas
Livros
E bicicletas
Num redemoinho infinito
De cores finitas
Num passo triste
Tudo se vai.
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domingo, 17 de agosto de 2008
Wassily Kandinsky
(para recapitular alguns posts antigos, vou republicar alguns, começando por "Wassily Kandinsky")
Wassily Kandinsky (1866 – 1944), pintor moscovita, foi um dos primeiros precursores da arte abstrata. Kandinsky propôs e viabilizou uma remodelagem da concepção da arte que é baseada no manuseio e representação de algum elemento “fixo” e real.
Ao contrário de muitos artistas que criam a abstração (ou Impressionismo?) a partir de “rajadas” oriundas do seu sentimentalismo, gerando quadros através de pinceladas fortes e/ou com cores vibrantes, pinceladas sem vigor e/ou com cores frias (as vezes flertando com toques do Minimalismo), e muitas vezes sem alguma evolução e delimitação, Kandinsky mostra que essa arte também pode vir da mistura da experiência unida à ciência. Para compor seus quadros, estudou o significado dos símbolos geométricos, o significado das cores e juntou a isso os seus sentimentos. Seus quadros têm uma estruturação de composição e/ou decomposição. Não são apenas a “materialização” do sentimento através da pintura, e também não apenas uma tentativa de extensão da expressão mental. É isso tudo convertido juntamente à logística da evolução e somatório de figuras. Faça a somatória das cores, dos elementos figurativos e dos elementos geométricos, que, assim, obterá seu resultado. Ou, seus resultados.
Postado por Fernando Assad às 17:04 0 comentários
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Vôo 1907 - A injustiça venceu
Com total indignação remeto a vocês os resultados desastrosos do “trabalho” ministrado pelas leis brasileiras e norte-americanas, sobre o acidente do vôo 1907 da Gol.
Sou primo de Átila Antônio Assad Rezende, passageiro do avião da Gol. Ele tinha um futuro brilhante pela frente. Cursava Medicina na Universidade Federal do Amazonas. Com muito esforço e anos de dedicação, conseguiu passar no vestibular da UFAM. Era uma pessoa correta, amorosa e dedicada. Tinha um senso de humor inigualável. Tinha total simplicidade no coração e milhares de amigos. Átila Assad Rezende, 24 anos, teve curta passagem por esse mundo, e se foi, levando pedaços de todos de sua família. Tudo principalmente por causa de imprudência, negligência e imperícia desses dois “pilotos” norte-americanos: Joseph Lepore e Jan Paladino.
Nem a justiça brasileira, e nem a norte-americana, puniram os culpados por essa tragédia. Não ocorreu absolutamente NADA com eles. Esses “pilotos” hoje trabalham normalmente, como se nada demais tivesse ocorrido. Repito: esses “pilotos” hoje trabalham normalmente, como se nada demais tivesse ocorrido.
Eu e minha família não temos nem o que fazer. Não acreditamos em justiça nenhuma. Um avião foi abatido em pleno ar. Famílias são destruídas, e não temos a quem recorrer. O que é o “governo brasileiro”? O que é o “governo norte-americano”? Para mim, é igual a NADA.
O “governo” brasileiro se submete a tudo em relação aos norte-americanos. O “presidente” Lula, por receio a Bush, liberou os pilotos para voltarem aos Estados Unidos.
Enfim, o resultado de tudo isso é aceitar tudo.
A injustiça venceu.
Postado por Fernando Assad às 16:59 0 comentários
sábado, 26 de julho de 2008
Obra de arte
Esse texto que você lê vai se tornar uma obra de arte. No caso, irá virar um quadro.
Vou imprimir uma folha com estas palavras, com as letras no modo Times New Roman, em tamanho 14; comprarei uma moldura totalmente preta, de largura média, lisa, com as medidas de uma folha A4.
Para entender o quadro, basta se aproximar, e ler.
Esse quadro não é do tipo “de aviso”, mas uma pintura. O meu pincel é o cartucho de tinta preto da Hewlett Packard.
Caro leitor do Novelo Digital, se quiser, pode perder um pouco do seu tempo e fazer um quadro igual a este, pois já está pronto.
Obrigado por acreditar.
Postado por Fernando Assad às 15:44 3 comentários
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Palhaços
Os palhaços são a melhor representação da tristeza, e da nobreza humana. O público não ri, na verdade, da alegria do palhaço. O público ri da tristeza. Este é o segredo escondido por trás da maquiagem e do nariz vermelho.
Existe uma força irrefugável na interpretação do pagliaccio. O palhaço é a busca da maximização para levar ao riso. O enredo é triste, desastroso, e o resultado é o riso. O palhaço toma uma rasteira. O palhaço leva torta na cara. O palhaço é feito de bobo. E o resultado é o riso. O palhaço leva tudo de ruim nas costas e, no final, ainda sorri. No meio do espetáculo, ele ri. No final, ele sorri. O riso e o sorriso da nobreza.
Fecham-se as cortinas, e a pessoa por trás da maquiagem se torna triste, inexoravelmente. Porque ela, na verdade, não é um palhaço. O palhaço é só uma interpretação. Ela é triste porque sabe que nunca será um palhaço.
A essência da beleza da alma é apenas encenada.
Postado por Fernando Assad às 19:41 1 comentários
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Espaço em branco
Amigo, use os meios que você tem. E honre suas meias, também. Esse post não quer ser mirabolante em nada. Esse post apenas quer fazer com que você se lembre de alguns famigerados políticos brasileiros desonestos. Esses profanadores da nossa população, e que destróem a ciência que se chama Direito.
Amigo, se você gosta de escrever, escreva sobre isso. Se sabe se expressar de outra maneira, faça-a também. Expresse-se sobre a verdadeira cidadania. Mostre o que é ser um verdadeiro cidadão aos seus filhos, e a todos.
(esse espaço vazio abaixo representa o meu desgosto, e diz da melhor maneira tudo o que quero dizer - luto)
Sem mais.
Postado por Fernando Assad às 17:37 1 comentários
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Toda água
Toda água
Toda água boa se vai
Faz as curvas dum rio
E depois se desfaz
A água boa leva e traz
Leva o ruim, e o bem traz
Vai pro céu quando desfaz
Toda água boa se vai
Mas o rio sempre fica
Na vida de quem amais
Postado por Fernando Assad às 06:21 0 comentários
quarta-feira, 25 de junho de 2008
É um post
Há um bom tempo não escrevo aqui. Pelo menos, aparentemente. Pois a ausência também é “matéria”. No lugar do ausente, fica a sombra. E quem conhece o ausente, também conhece a sombra.
Quem já leu algumas coisas que escrevi cria o seu próprio post para o blog. É o que eu mais quero. Se o blog tomou alguma relevância para algumas pessoas, elas mesmas criam os seus “posts” para o Novelo. Que seja um texto, uma linha, ou uma palavra.
É um post.
Postado por Fernando Assad às 16:16 1 comentários
terça-feira, 27 de maio de 2008
Pense, mas não ache a resposta
Se você acha que é racional, e seu cachorro não é, pode começar a reavaliar os seus conceitos. Pois o homem, em seus primórdios, baseou-se nos animais para poder se desenvolver. Como você acha que foram descobertos os alimentos? Observando os animais. Como você acha que eram feitos os abrigos? Observando os animais. Eu não sou historiador, mas imagino que eu não esteja muito errado. Seria possível alcançar esses passos sem os animais? Seria impossível. Solte um cachorro no mato, e ele saberá “se virar” durante sua vida toda. Vá você para lá, e tente se virar também (somos todos animais terráqueos, não somos?), durante toda a sua vida. Se tiver sorte você acabará, pelo menos, como um Mogli (“Moglis” existem, comprovadamente). Você não será mais você. Você será aliciado por “irracionais” que não têm nem a linguagem humana, e se tornará um deles.
Quem é o dono da definição “racionalidade/irracionalidade”?
Nunca ache que você é racional ou irracional.
Pense, mas não ache a resposta.
Postado por Fernando Assad às 16:58 3 comentários
quinta-feira, 15 de maio de 2008
A Sorte e o Azar
Sabemos que a sorte não existe. E nem o azar. Definir se ocorreu sorte, ou azar, são apenas modos para darmos uma espécie de satisfação mental a nós mesmos. E mais um sinal de que aquela mentalidade antiga, sobre a existência de “deuses” do bem e do mal, ainda existe. Invocar a sorte, ou maldizer o azar é falar do sobrenatural. É claro que nem percebemos, mas nós estamos nos referindo ao “deus do azar” a cada vez que algo dá errado, ou ao “deus da sorte” ou, melhor dizendo, ao “deus da boa sorte” a cada vez que ocorre um resultado satisfatório.
E, o Deus da Sorte e o Deus do Azar vivem uma relação intensa. Muitas vezes o Deus da Sorte empurra seus “fiéis” ao Deus do Azar, e o Deus do Azar muitas vezes empurra seus “fiéis” ao Deus da Sorte. Ou um rouba os fiéis do outro.
O meu próximo passo é falar sobre o Deus Midiático, e o Deus Ostracismo.
Agora, me insiram no Panteão dos escritores de mitologia.
Até!
Postado por Fernando Assad às 04:03 1 comentários
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Os olhos de Dalí
Baseado no livro “Eram os deuses astronautas?”, de Erich Von Däniken, relato a vocês alguns fatores que deveriam nos levar a pensar seriamente sobre fatos do passado humano.
O calendário dos Maias era excepcionalmente preciso quanto a datação. Eles construíram inclusive pirâmides inteiras com um certo número de degraus, correspondente ao calendário. E, não se sabe como, mas eles tinham avançado conhecimento de astronomia. Desenhos de aparelhos avançados foram achados, e não há explicação convincente para eles. Sobre as pirâmides do Egito, considera-se que não pode ser imitada mesmo usando-se as técnicas mais avançadas da engenharia atual. Milhares de blocos de pedra foram extraídos de forma precisa e lapidados, e, pesando toneladas, foram adaptados sobre um plano-base, e montados com precisão incrível. A pirâmide divide continentes em partes iguais e a altura da pirâmide de Quéops, multiplicada por 1 bilhão, resulta em aproximadamente a distância da Terra ao Sol.
O que extraí do livro é apenas um aperitivo... há, ainda, “coisas piores”.
Seria obra de humanos? Ou, seria de e.t’s?
Salvador Dalí, aí em cima, olha com olhos impressionados e desconfiados...
Postado por Fernando Assad às 16:43 3 comentários
domingo, 4 de maio de 2008
Legião Urbana e o cinema mudo
Novos estilos e ritmos da música nunca se baseiam (ou nunca deveriam se basear) por si só, mas sim por conceitos e letras que dêem subsídios para a criação desses ritmos. O punk, por exemplo, nasceu da idéia da anarquia, e o ritmo musical agressivo aparece para dar suporte a essa idéia. O rock têm suas variações de melodia, mas a base do rock está, também, no conceito de liberdade plena (muitas vezes, com exagero também, parecendo a anarquia). Por isso, percebo que, grupos musicais que se formam primeiramente através da escolha do ritmo, para depois construir solidamente o conceito e as letras, geralmente têm uma grande dificuldade para consolidar sua música. Encontrar uma boa compatibilidade entre ritmo e letra acaba se tornando uma tarefa muito difícil; cai-se muitas vezes na superficialidade, ou, melhor dizendo, na falta de “pureza” de congruência, pois o ritmo é que dita a letra, e não mais a letra que dita o ritmo.
É por isso que, por exemplo, a banda Legião Urbana apresenta, acima de tudo, originalidade. O conceito da banda nasce primeiro, para moldar o ritmo depois. E esse ritmo sempre sofre as variações necessárias a cada música. Nada se engessa. "Faroeste Caboclo" é, para mim, o melhor exemplo: a saga de João do Santo Cristo é acompanhada pelo ritmo agressivo nos momentos de tensão da história, e o ritmo se torna suave nos momentos “românticos”, ou “leves”. A música é usada como no cinema mudo. E a platéia da Legião sempre fica muda para se lembrar da letra de “Faroeste Caboclo".
Um grande abraço.
Postado por Fernando Assad às 05:06 1 comentários
