sábado, 23 de agosto de 2008

Athos Bulcão

Athos Bulcão é um artista dos contrastes. Das formas geométricas. Das cores definidas. Da união dos desunidos. Da descoberta da verdadeira beleza.
Une os quadrados aos semi-círculos, lhes retira as suas proposições e proporções anti-naturais, e mantém a identidade de cada figura com cores fortemente definidas. Cria uma naturalidade entre as peças, porque elas são contíguas. Elas “se continuam”, e saem andando por aí... E essa naturalidade acaba sendo acentuada, e muito, pela “repetição” das bases que formam a obra. O que é comum, é natural. Imagine um painel com a concepção de Athos; provavelmente, este não fará muito sentido. Agora, veja um painel de Athos; aí sim, a arte fará sentido.
As cores milimetricamente definidas de cada forma geométrica lhes dá o devido destaque e importância na composição da obra. E faz com que a obra “tome” o espaço em que se encontra. Quando não há o contraste de cores da tinta pré-fabricada, aparece o relevo. O relevo também “toma” o espaço em que se encontra. A parede externa do Teatro Nacional é um exemplo. O próprio ambiente faz o jogo de sombras e cria a arte. Cria uma “arte momentânea”, de acordo com a posição do sol.


Porque na sombra não existem unidos e nem desunidos.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

O redemoinho

O redemoinho

Perdem-se casas
Rabecas
Livros
E bicicletas

Num redemoinho infinito
De cores finitas
Num passo triste
Tudo se vai.

domingo, 17 de agosto de 2008

Wassily Kandinsky

(para recapitular alguns posts antigos, vou republicar alguns, começando por "Wassily Kandinsky")




Wassily Kandinsky (1866 – 1944), pintor moscovita, foi um dos primeiros precursores da arte abstrata. Kandinsky propôs e viabilizou uma remodelagem da concepção da arte que é baseada no manuseio e representação de algum elemento “fixo” e real.
Ao contrário de muitos artistas que criam a abstração (ou Impressionismo?) a partir de “rajadas” oriundas do seu sentimentalismo, gerando quadros através de pinceladas fortes e/ou com cores vibrantes, pinceladas sem vigor e/ou com cores frias (as vezes flertando com toques do Minimalismo), e muitas vezes sem alguma evolução e delimitação, Kandinsky mostra que essa arte também pode vir da mistura da experiência unida à ciência. Para compor seus quadros, estudou o significado dos símbolos geométricos, o significado das cores e juntou a isso os seus sentimentos. Seus quadros têm uma estruturação de composição e/ou decomposição. Não são apenas a “materialização” do sentimento através da pintura, e também não apenas uma tentativa de extensão da expressão mental. É isso tudo convertido juntamente à logística da evolução e somatório de figuras. Faça a somatória das cores, dos elementos figurativos e dos elementos geométricos, que, assim, obterá seu resultado. Ou, seus resultados.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Vôo 1907 - A injustiça venceu

Com total indignação remeto a vocês os resultados desastrosos do “trabalho” ministrado pelas leis brasileiras e norte-americanas, sobre o acidente do vôo 1907 da Gol.
Sou primo de Átila Antônio Assad Rezende, passageiro do avião da Gol. Ele tinha um futuro brilhante pela frente. Cursava Medicina na Universidade Federal do Amazonas. Com muito esforço e anos de dedicação, conseguiu passar no vestibular da UFAM. Era uma pessoa correta, amorosa e dedicada. Tinha um senso de humor inigualável. Tinha total simplicidade no coração e milhares de amigos. Átila Assad Rezende, 24 anos, teve curta passagem por esse mundo, e se foi, levando pedaços de todos de sua família. Tudo principalmente por causa de imprudência, negligência e imperícia desses dois “pilotos” norte-americanos: Joseph Lepore e Jan Paladino.
Nem a justiça brasileira, e nem a norte-americana, puniram os culpados por essa tragédia. Não ocorreu absolutamente NADA com eles. Esses “pilotos” hoje trabalham normalmente, como se nada demais tivesse ocorrido. Repito: esses “pilotos” hoje trabalham normalmente, como se nada demais tivesse ocorrido.
Eu e minha família não temos nem o que fazer. Não acreditamos em justiça nenhuma. Um avião foi abatido em pleno ar. Famílias são destruídas, e não temos a quem recorrer. O que é o “governo brasileiro”? O que é o “governo norte-americano”? Para mim, é igual a NADA.
O “governo” brasileiro se submete a tudo em relação aos norte-americanos. O “presidente” Lula, por receio a Bush, liberou os pilotos para voltarem aos Estados Unidos.
Enfim, o resultado de tudo isso é aceitar tudo.

A injustiça venceu.


sábado, 26 de julho de 2008

Obra de arte

Esse texto que você lê vai se tornar uma obra de arte. No caso, irá virar um quadro.
Vou imprimir uma folha com estas palavras, com as letras no modo Times New Roman, em tamanho 14; comprarei uma moldura totalmente preta, de largura média, lisa, com as medidas de uma folha A4.
Para entender o quadro, basta se aproximar, e ler.
Esse quadro não é do tipo “de aviso”, mas uma pintura. O meu pincel é o cartucho de tinta preto da Hewlett Packard.

Caro leitor do Novelo Digital, se quiser, pode perder um pouco do seu tempo e fazer um quadro igual a este, pois já está pronto.

Obrigado por acreditar.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Palhaços

Os palhaços são a melhor representação da tristeza, e da nobreza humana. O público não ri, na verdade, da alegria do palhaço. O público ri da tristeza. Este é o segredo escondido por trás da maquiagem e do nariz vermelho.
Existe uma força irrefugável na interpretação do pagliaccio. O palhaço é a busca da maximização para levar ao riso. O enredo é triste, desastroso, e o resultado é o riso. O palhaço toma uma rasteira. O palhaço leva torta na cara. O palhaço é feito de bobo. E o resultado é o riso. O palhaço leva tudo de ruim nas costas e, no final, ainda sorri. No meio do espetáculo, ele ri. No final, ele sorri. O riso e o sorriso da nobreza.

Fecham-se as cortinas, e a pessoa por trás da maquiagem se torna triste, inexoravelmente. Porque ela, na verdade, não é um palhaço. O palhaço é só uma interpretação. Ela é triste porque sabe que nunca será um palhaço.

A essência da beleza da alma é apenas encenada.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Espaço em branco

Amigo, use os meios que você tem. E honre suas meias, também. Esse post não quer ser mirabolante em nada. Esse post apenas quer fazer com que você se lembre de alguns famigerados políticos brasileiros desonestos. Esses profanadores da nossa população, e que destróem a ciência que se chama Direito.
Amigo, se você gosta de escrever, escreva sobre isso. Se sabe se expressar de outra maneira, faça-a também. Expresse-se sobre a verdadeira cidadania. Mostre o que é ser um verdadeiro cidadão aos seus filhos, e a todos.
(esse espaço vazio abaixo representa o meu desgosto, e diz da melhor maneira tudo o que quero dizer - luto)























Sem mais.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Toda água

Toda água

Toda água boa se vai
Faz as curvas dum rio
E depois se desfaz

A água boa leva e traz
Leva o ruim, e o bem traz
Vai pro céu quando desfaz

Toda água boa se vai
Mas o rio sempre fica
Na vida de quem amais

quarta-feira, 25 de junho de 2008

É um post

Há um bom tempo não escrevo aqui. Pelo menos, aparentemente. Pois a ausência também é “matéria”. No lugar do ausente, fica a sombra. E quem conhece o ausente, também conhece a sombra.
Quem já leu algumas coisas que escrevi cria o seu próprio post para o blog. É o que eu mais quero. Se o blog tomou alguma relevância para algumas pessoas, elas mesmas criam os seus “posts” para o Novelo. Que seja um texto, uma linha, ou uma palavra.
É um post.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Pense, mas não ache a resposta

Se você acha que é racional, e seu cachorro não é, pode começar a reavaliar os seus conceitos. Pois o homem, em seus primórdios, baseou-se nos animais para poder se desenvolver. Como você acha que foram descobertos os alimentos? Observando os animais. Como você acha que eram feitos os abrigos? Observando os animais. Eu não sou historiador, mas imagino que eu não esteja muito errado. Seria possível alcançar esses passos sem os animais? Seria impossível. Solte um cachorro no mato, e ele saberá “se virar” durante sua vida toda. Vá você para lá, e tente se virar também (somos todos animais terráqueos, não somos?), durante toda a sua vida. Se tiver sorte você acabará, pelo menos, como um Mogli (“Moglis” existem, comprovadamente). Você não será mais você. Você será aliciado por “irracionais” que não têm nem a linguagem humana, e se tornará um deles.
Quem é o dono da definição “racionalidade/irracionalidade”?
Nunca ache que você é racional ou irracional.
Pense, mas não ache a resposta.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

A Sorte e o Azar

Sabemos que a sorte não existe. E nem o azar. Definir se ocorreu sorte, ou azar, são apenas modos para darmos uma espécie de satisfação mental a nós mesmos. E mais um sinal de que aquela mentalidade antiga, sobre a existência de “deuses” do bem e do mal, ainda existe. Invocar a sorte, ou maldizer o azar é falar do sobrenatural. É claro que nem percebemos, mas nós estamos nos referindo ao “deus do azar” a cada vez que algo dá errado, ou ao “deus da sorte” ou, melhor dizendo, ao “deus da boa sorte” a cada vez que ocorre um resultado satisfatório.
E, o Deus da Sorte e o Deus do Azar vivem uma relação intensa. Muitas vezes o Deus da Sorte empurra seus “fiéis” ao Deus do Azar, e o Deus do Azar muitas vezes empurra seus “fiéis” ao Deus da Sorte. Ou um rouba os fiéis do outro.

O meu próximo passo é falar sobre o Deus Midiático, e o Deus Ostracismo.

Agora, me insiram no Panteão dos escritores de mitologia.

Até!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Os olhos de Dalí

Baseado no livro “Eram os deuses astronautas?”, de Erich Von Däniken, relato a vocês alguns fatores que deveriam nos levar a pensar seriamente sobre fatos do passado humano.
O calendário dos Maias era excepcionalmente preciso quanto a datação. Eles construíram inclusive pirâmides inteiras com um certo número de degraus, correspondente ao calendário. E, não se sabe como, mas eles tinham avançado conhecimento de astronomia. Desenhos de aparelhos avançados foram achados, e não há explicação convincente para eles. Sobre as pirâmides do Egito, considera-se que não pode ser imitada mesmo usando-se as técnicas mais avançadas da engenharia atual. Milhares de blocos de pedra foram extraídos de forma precisa e lapidados, e, pesando toneladas, foram adaptados sobre um plano-base, e montados com precisão incrível. A pirâmide divide continentes em partes iguais e a altura da pirâmide de Quéops, multiplicada por 1 bilhão, resulta em aproximadamente a distância da Terra ao Sol.
O que extraí do livro é apenas um aperitivo... há, ainda, “coisas piores”.

Seria obra de humanos? Ou, seria de e.t’s?

Salvador Dalí, aí em cima, olha com olhos impressionados e desconfiados...

domingo, 4 de maio de 2008

Legião Urbana e o cinema mudo

Novos estilos e ritmos da música nunca se baseiam (ou nunca deveriam se basear) por si só, mas sim por conceitos e letras que dêem subsídios para a criação desses ritmos. O punk, por exemplo, nasceu da idéia da anarquia, e o ritmo musical agressivo aparece para dar suporte a essa idéia. O rock têm suas variações de melodia, mas a base do rock está, também, no conceito de liberdade plena (muitas vezes, com exagero também, parecendo a anarquia). Por isso, percebo que, grupos musicais que se formam primeiramente através da escolha do ritmo, para depois construir solidamente o conceito e as letras, geralmente têm uma grande dificuldade para consolidar sua música. Encontrar uma boa compatibilidade entre ritmo e letra acaba se tornando uma tarefa muito difícil; cai-se muitas vezes na superficialidade, ou, melhor dizendo, na falta de “pureza” de congruência, pois o ritmo é que dita a letra, e não mais a letra que dita o ritmo.
É por isso que, por exemplo, a banda Legião Urbana apresenta, acima de tudo, originalidade. O conceito da banda nasce primeiro, para moldar o ritmo depois. E esse ritmo sempre sofre as variações necessárias a cada música. Nada se engessa. "Faroeste Caboclo" é, para mim, o melhor exemplo: a saga de João do Santo Cristo é acompanhada pelo ritmo agressivo nos momentos de tensão da história, e o ritmo se torna suave nos momentos “românticos”, ou “leves”. A música é usada como no cinema mudo. E a platéia da Legião sempre fica muda para se lembrar da letra de “Faroeste Caboclo".

Um grande abraço.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Faça um provérbio

“Criar provérbios é fácil”. Pronto, criei um provérbio. Acho que, para se criar um bom provérbio, não se precisa de muito. Apenas precisa-se de uma sensibilidade afinada, para que se possa traduzir uma idéia, momento, ou situação, em palavras. E, também, precisa-se de um bom tino para o uso de aspas...
Estou até falando demais sobre provérbios. Pois, “provérbio não se discute".

segunda-feira, 21 de abril de 2008

O lado esquerdo do zero

10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2... já! Assim começa uma prova de atletas, ou brincadeira de crianças, ou seja o que for. Porque muitas vezes começa assim, e não como uma seqüência crescente de segundos (como mostra o relógio)? Porquê o tempo individual regride para você. Ele não se estende. Se se estendesse, você viveria sempre mais, e não menos. Portanto, não seria correto que nossa idade fosse avaliada em contagem regressiva, e não como contagem contínua? – 1 ano, - 2 anos, - 3 anos... Um senhor, já bem idoso, não teria vivido seus 100 anos, mas seus – 100 anos! O saldo negativo indica a regressão. Se sai de um “ápice”, que é o nascimento, e se encaminha para a morte.
Você, leitor, não ganhou seus “30 anos” no aniversário. Você os perdeu!
Comemore os – 30!

A nossa vida corre pelo “lado esquerdo” do zero, e não pelo “lado direito”.


Um abraço!

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Eu te amo todos os dias

Eu te amo todos os dias

Eu te ligo todos os dias
Mesmo eu sabendo a verdade
Seu telefone não existe mais

Eu te ouço todos os dias
Mesmo eu sabendo a verdade
A sua voz não ecoa mais

Eu te vejo todos os dias
Mesmo eu sabendo a verdade
Eu só tenho as suas fotos

Eu te amo todos os dias
Mesmo eu sabendo a verdade
Você não me ama mais.

sábado, 12 de abril de 2008

O Mundo Paralelo

Se temos dúvidas quanto a existência do mundo paralelo, acho que já podemos saná-las. A não ser que a vida vista através dos nossos olhos seja apenas uma ilusão. O mundo paralelo é aquele “pedaço” de mundo, semelhante, que te espera. Existe aquela porção de água que você irá ingerir. Existe o espaço físico prévio que te possibilita a locomoção. Para que você possa viver, deve existir essa reversibilidade física. Deve existir matéria e espaço, prévios, para que você possa fazer essa troca constante de matéria e de espaços.
O seu mundo paralelo é aquele, semelhante ao seu “atual”, que existe e te espera, para ser usado por você. Este segundo mundo é semelhante, não igual, ao seu. Ele têm os mesmos componentes, mas é disforme(é como a junção das faces "cara" e "coroa" da moeda. Elas têm configurações diferentes e são inversas, mas uma só existe devido a outra, pois contém os mesmos elementos formativos - trecho acrescentado no dia 21/04/08).
Deve existir o dobro, sempre, de tudo o que é essencial à vida, senão, esta não vai existir. Mundo dobrado e semelhante. Mundo paralelo.


Abraços!