sábado, 5 de janeiro de 2008

Quando não se tem a razão

O pior de tudo é querer sobrepujar. É ter tanta certeza da própria razão, que esta certeza é a própria falta de razão.
As pessoas não devem ser espécies de “Tchitchikov’s”, (personagem principal do fascinante livro “Almas Mortas”, de Nikolai Gógol), que compra “almas” de servos já mortos, mas que ainda não foram registrados pelo censo de obituário; então, ainda são equivalentes à vivos. Mas, essa espécie de “Tchitchikov” que criei é invertida; ela compra os servos vivos, mas, por algum tipo de suposta invalidez, temporária ou permanente, vão sendo registradas como mortas.
Com certeza, milhares de histórias divulgadas de problemas alheios, faça, de alguns sim (muitos, poucos? Não sei) Tchitchikov’s. Esses Tchitchikov’s são aqueles que vão à banca de jornal para comprar fatos dos parcos registros, ligeiras projeções, e julgá-las à partir dessas demonstrações. É como julgar um livro de 1.000 páginas apenas por ler algumas frases. E têm para si a definição de que aquele, a “alma” que aparece naquela revista que comprou, e a julgou, deve estar registrada como morta, ou inválida de algum modo.
O “Tchitchikov” original (o do livro), pela minha memória, ganha êxito com sua tática (leia o livro, e saberá). Mas, o que ganha este “Tchitchikov” (o que modifiquei)?
Por fim, não se esqueça que você também é mídia. À partir do momento em que você passa informação à outrem, você é mídia. E a mídia mais eficiente não é a televisão, internet ou o rádio (Guarde segredo: é você).

Um abraço, amigos!

2 Comments:

Tudo foi pro Ralo said...

Adorei seu blog e seu jeito de escrever... Parabéns

César Fernández said...

Fiquei interessado no livro.